Orçamento por etapa, despesas com comprovante, medições, parcelas do contrato, contas vencidas e fluxo de caixa, separados por obra e sem planilha paralela.
O resultado de uma construtora se decide obra a obra. Uma obra que estoura o orçamento em 8% pode consumir o lucro de outras duas, e o problema costuma aparecer só no fim, quando não dá mais para corrigir. Controlar o financeiro durante a execução é o que separa uma obra lucrativa de uma surpresa ruim. Estes são os cinco hábitos que fazem a diferença:
Cada receita e cada despesa precisa estar ligada a uma obra. Misturar o caixa das obras é a forma mais comum de perder o controle: uma obra “empresta” dinheiro da outra e ninguém percebe qual delas está dando prejuízo.
O orçamento só serve se for comparado com o que está sendo gasto, etapa por etapa, enquanto a obra acontece. O sinal de alerta é simples: se uma etapa já consumiu 90% do orçado e está só 60% executada, ela vai estourar.
Na medição, o valor a receber sai do avanço físico da obra desde a última medição. Exemplo: num contrato de R$ 1.250.000, se a obra estava com 39% na medição anterior e hoje está com 52%, a medição é de 13% do contrato, ou seja, R$ 162.500. Com as etapas atualizadas, esse cálculo deixa de ser feito “no olho”.
Parcelas a receber, contas a pagar e o saldo dos próximos meses precisam estar à vista. Parcela vencida que ninguém cobrou é dinheiro parado; conta esquecida vira juros.
A compra feita às pressas no depósito, a diária do pedreiro e o frete do fim de semana são exatamente os gastos que somem do controle. Registrar no momento, com a foto da nota, evita a caça a comprovantes no fim do mês.
Para planejar as etapas e os pesos antes de orçar, use o nosso modelo de cronograma de obra grátis.
Coloque o custo orçado de cada etapa. Cada despesa lançada na obra pode ser ligada à etapa, e o sistema compara o quanto do orçamento já foi gasto com o quanto da etapa já foi executado.
Ao registrar uma medição, o sistema pega o avanço físico atual, desconta o da medição anterior e calcula o valor a faturar sobre o contrato. A parcela a receber pode ser lançada no mesmo passo, visível ou não para o cliente.
A presença marcada no canteiro calcula a diária de cada profissional; ao fechar o período, cada um vira uma despesa de mão de obra na obra certa. A compra urgente lançada pelo celular, com a foto da nota, entra direto no financeiro.
Contrato menos o custo estimado da obra. É o lucro que a obra deve dar se nada mudar.
Percentual do orçamento consumido comparado ao percentual executado.
Parcelas e medições que já venceram e ainda não entraram.
O que vence nos próximos dias, para não ser pego de surpresa.
Útil para comparar obras parecidas e orçar as próximas com mais precisão.
Atraso no cronograma quase sempre vira custo: equipe parada, aluguel de equipamento, multa.
Multiplique o valor do contrato pela diferença entre o avanço físico atual e o avanço da medição anterior. Num contrato de R$ 1.250.000 que passou de 39% para 52%, a medição é de 13% × R$ 1.250.000 = R$ 162.500. O avanço físico é a média do percentual de cada etapa ponderada pelo peso dela.
É a comparação entre o custo previsto de cada etapa (orçado) e o que já foi gasto nela (realizado). Olhando junto com o avanço físico, mostra se a etapa vai terminar dentro do orçamento.
Não. O financeiro do Constrools é gerencial: mostra o resultado de cada obra para você decidir. Nota fiscal e contabilidade continuam com o seu contador ou sistema fiscal.
Só administradores e gerentes. A equipe de obra e o supervisor não veem valores, e o cliente vê apenas as parcelas do contrato que você deixar visíveis no portal.
Sim. Há um modelo em Excel para lançamentos (receitas e despesas). Você envia a planilha, confere a prévia e importa de uma vez.
Sim. Ao cadastrar a obra com o valor do contrato, você informa o número de parcelas e o primeiro vencimento, e elas são criadas no financeiro automaticamente.
A demonstração abre na hora, sem cadastro: obras, diário com fotos, financeiro e o portal do cliente.